{"id":1009,"date":"2019-12-15T23:54:53","date_gmt":"2019-12-16T02:54:53","guid":{"rendered":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=1009"},"modified":"2019-12-15T23:54:53","modified_gmt":"2019-12-16T02:54:53","slug":"o-fantastico-mundo-das-orquideas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=1009","title":{"rendered":"O fant\u00e1stico mundo das orqu\u00eddeas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As orqu\u00eddeas, plantas de uma exuberante beleza, pertencem \u00e0 fam\u00edlia Orchidaceae, umas das maiores dentre as angiospermas. Este grupo \u00e9 composto por aproximadamente 790 g\u00eaneros e o n\u00famero de esp\u00e9cies \u00e9 estimado em 25000 a 30000. Possuem ampla distribui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sendo encontradas apenas em regi\u00f5es polares e des\u00e9rticas, e a maior diversidade localiza-se nas regi\u00f5es tropicais da Am\u00e9rica e da \u00c1sia. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 estimativas que no Brasil ocorram cerca de 195 g\u00eaneros e entre 2500 e 3000 esp\u00e9cies de orqu\u00eddeas distribu\u00eddas em todos os biomas. Nosso pa\u00eds \u00e9 o terceiro em n\u00famero de esp\u00e9cies destas plantas, precedido apenas pela Col\u00f4mbia e Equador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As Orchidaceae apresentam h\u00e1bitos diversos, entre eles: rup\u00edcolas, crescendo sobre rochas; ep\u00edfitas, crescendo sobre arbustos e \u00e1rvores pr\u00f3ximas ao solo abrigadas da luz, ou perto do topo das \u00e1rvores e cactos, submetidas a bastante luz; terrestres, crescendo tanto em campinas e savanas em meio \u00e0 relva, como sobre o solo de florestas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas e reprodutivas das orqu\u00eddeas s\u00e3o bastante diversificadas. Como exemplo, existem orqu\u00eddeas com variadas dimens\u00f5es, desde plantas extremamente pequenas, at\u00e9 plantas com mais de tr\u00eas metros de altura. Entretanto, elas s\u00e3o classificadas em uma \u00fanica fam\u00edlia devido \u00e0s estruturas florais id\u00eanticas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma flor t\u00edpica de orqu\u00eddea, existem tr\u00eas s\u00e9palas e tr\u00eas p\u00e9talas. Uma destas p\u00e9talas \u00e9 o labelo, bem diferente das outras, sendo maior, mais vistoso, projetando-se do centro da flor e auxiliando na reprodu\u00e7\u00e3o. A partir deste labelo, surge um \u00f3rg\u00e3o carnudo (coluna ou ginost\u00eamio), resultado da fus\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os femininos (carpelos) e masculinos (estames). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desenvolvimento das orqu\u00eddeas \u00e9 bastante lento, pois sua multiplica\u00e7\u00e3o por sementes \u00e9 demorada (das 2,5 milh\u00f5es de sementes produzidas em uma c\u00e1psula, apenas 5% germinam), e a divis\u00e3o de uma muda leva, praticamente, dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na natureza, as orqu\u00eddeas est\u00e3o associadas a fungos micorr\u00edzicos (fungos que vivem no solo em associa\u00e7\u00e3o com plantas). Por n\u00e3o possu\u00edrem grande reserva nutricional, as sementes precisam de uma fonte externa de energia para germinar. Essa energia \u00e9 provida pelo fungo, que \u00e9 capaz de colonizar as sementes e fornecer a\u00e7\u00facares simples, proporcionando sua germina\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica. Essa associa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 obrigat\u00f3ria na fase juvenil, pode permanecer por todo ciclo de vida da planta.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Elas s\u00e3o excelentes bioindicadores ambientais, pois s\u00e3o sens\u00edveis \u00e0s interfer\u00eancias antr\u00f3picas em matas prim\u00e1rias devido \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o dos nichos. Este fato \u00e9 verificado em fragmentos florestais, preservados e conservados ap\u00f3s interven\u00e7\u00e3o do homem, nos quais a abund\u00e2ncia e diversidade desta fam\u00edlia apresentam baixos \u00edndices. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"360\" src=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Sem-t\u00edtulo-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1010\" srcset=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Sem-t\u00edtulo-4.png 576w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Sem-t\u00edtulo-4-300x188.png 300w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Sem-t\u00edtulo-4-480x300.png 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><figcaption>Orqu\u00eddea do g\u00eanero Vanilla. Fonte: World Wide Web.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas poucas esp\u00e9cies apresentam uso na ind\u00fastria. A partir dos frutos de algumas esp\u00e9cies do g\u00eanero Vanilla, pode ser fabricada a baunilha. Algumas esp\u00e9cies produzem compostos de aplica\u00e7\u00e3o medicinal, como a esp\u00e9cie Cyrtopodium cardiochilum Lindl.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, a maior import\u00e2ncia das orqu\u00eddeas \u00e9 o potencial ornamental de suas flores. Por serem t\u00e3o belas, garantem especial destaque em ambientes externos e internos.Tamb\u00e9m por isso s\u00e3o alvo da a\u00e7\u00e3o humana em coletas irregulares, um dos fatores respons\u00e1veis pelo seu decl\u00ednio na natureza.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cultivo em vasos para o com\u00e9rcio est\u00e1 crescendo e, infelizmente, reduzindo o n\u00famero de popula\u00e7\u00f5es naturais rapidamente. A coleta predat\u00f3ria \u00e9 ato comum em determinados lugares onde existem pessoas interessadas no lucro ou no papel ornamental destas plantas. Muitos n\u00e3o sabem quais s\u00e3o as consequ\u00eancias que este tipo de a\u00e7\u00e3o causa ao habitat onde os exemplares estavam inseridos e como isso interfere no processo de desaparecimento e poss\u00edvel extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste aspecto, torna-se importante o desenvolvimento de pr\u00e1ticas de educa\u00e7\u00e3o ambiental para a preserva\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es locais, afim de abranger todas as idades, todas pessoas, do qu\u00e3o importante \u00e9 preservar nossa biodiversidade. Afinal, \u00e9 preciso conhecer para preservar!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dina\u00edza Abadia Rocha Reis <\/strong>\u00e9 acad\u00eamica do curso de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Universidade Federal de Vi\u00e7osa, campus de Rio Parana\u00edba e Bolsista de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica pela FAPEMIG. <br> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As orqu\u00eddeas, plantas de uma exuberante beleza, pertencem \u00e0 fam\u00edlia Orchidaceae, umas das maiores dentre as angiospermas. Este grupo \u00e9 composto por aproximadamente 790 g\u00eaneros e o n\u00famero de esp\u00e9cies \u00e9 estimado em 25000 a 30000. 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