{"id":1267,"date":"2021-03-18T22:57:54","date_gmt":"2021-03-19T01:57:54","guid":{"rendered":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=1267"},"modified":"2021-03-18T22:59:40","modified_gmt":"2021-03-19T01:59:40","slug":"arvores-filogeneticas-o-que-sao-e-como-interpreta-las","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=1267","title":{"rendered":"\u00c1rvores Filogen\u00e9ticas: o que s\u00e3o e como interpret\u00e1-las?"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-1024x544.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1268\" width=\"727\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-1024x544.png 1024w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-300x159.png 300w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-768x408.png 768w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-500x265.png 500w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image.png 1117w\" sizes=\"auto, (max-width: 727px) 100vw, 727px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caso voc\u00ea queira seguir uma carreira dentro da grande \u00e1rea das Ci\u00eancias biol\u00f3gicas \u00e9 quase imposs\u00edvel que em algum momento voc\u00ea n\u00e3o se depare com o que n\u00f3s chamamos de \u00c1rvore Filogen\u00e9tica. Mas afinal, o que \u00e9 isso? Uma \u00e1rvore filogen\u00e9tica \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica em forma de \u00e1rvore que mostra as rela\u00e7\u00f5es evolutivas entre indiv\u00edduos, linhagens, popula\u00e7\u00f5es, esp\u00e9cies e etc. Para simplificar, essas representa\u00e7\u00f5es se assemelham muito a uma que provavelmente todos conhecem muito bem: a \u00c1rvore Geneal\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1rvore geneal\u00f3gica mostra as rela\u00e7\u00f5es de parentesco entre diferentes pessoas de uma mesma fam\u00edlia, partindo de um ancestral em comum (por exemplo: um bisav\u00f4), onde nas ramifica\u00e7\u00f5es internas ter\u00edamos os descendentes intermedi\u00e1rios (av\u00f4s, av\u00f3s, pais e m\u00e3es) e no final dos ramos os \u00faltimos descendentes (irm\u00e3os e primos). Neste caso, os ramos que originam os irm\u00e3os partem de uma mesma ramifica\u00e7\u00e3o (que representa sua m\u00e3e ou pai) e que n\u00e3o inclui seus primos. A \u00e1rvore filogen\u00e9tica pode ser considerada uma extrapola\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore geneal\u00f3gica de algumas d\u00e9cadas ou s\u00e9culos para centenas de milhares ou milh\u00f5es de anos. A \u00e1rvore filogen\u00e9tica segue dois preceitos importantes da evolu\u00e7\u00e3o darwiniana. O primeiro preceito \u00e9 a ancestralidade em comum, neste caso a origem da \u00e1rvore representaria o ancestral comum do grupo e, portanto, de todas as esp\u00e9cies (como o \u201cbisav\u00f4\u201d das esp\u00e9cies). J\u00e1 as ramifica\u00e7\u00f5es internas representam os ancestrais intermedi\u00e1rios entre algumas esp\u00e9cies, mas n\u00e3o todas (seriam como os pais, m\u00e3es, av\u00f4s e av\u00f3s), e os ramos terminais as esp\u00e9cies atuais. O segundo preceito \u00e9 a Cladog\u00eanese, onde uma esp\u00e9cie ancestral origina duas ou mais esp\u00e9cies descendentes, processo que chamamos de especia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria das pessoas tem dificuldade de compreender a ancestralidade em comum de todas as esp\u00e9cies ou como a cladog\u00eanese funciona, mas para simplificar vamos novamente recorrer ao exemplo da \u00e1rvore geneal\u00f3gica. Imagine que estamos acompanhando uma mesma fam\u00edlia brasileira bem numerosa por alguns s\u00e9culos que se originou a partir de uma decav\u00f3 que existiu no ano 1700 no sul do pa\u00eds (esse seria o primeiro preceito, a ancestralidade em comum). Agora, se n\u00f3s pegarmos primos distantes descendentes dessa ancestral (10\u00ba grau ou mais) eles seriam t\u00e3o diferentes que nem os reconhecer\u00edamos como membros da mesma fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As diferen\u00e7as seriam ainda mais dr\u00e1sticas se estivessem em diferentes estados e regi\u00f5es. Imagine que um dos ancestrais intermedi\u00e1rios dessa fam\u00edlia decidiu mudar para um estado no norte do pa\u00eds e construir sua fam\u00edlia l\u00e1, seus descendentes ao se casarem e gerarem filhos(as) com as pessoas do novo estado teriam cultura, h\u00e1bitos, sotaque e at\u00e9 mesmo apar\u00eancia bem diferentes dos parentes do sul (esse seria o segundo preceito, a cladog\u00eanese). Se voc\u00ea entendeu imagine todo esse processo em milh\u00f5es de anos e compreender\u00e1 como esp\u00e9cies muito diferentes se originaram de ancestrais comuns a partir de v\u00e1rios eventos de cladog\u00eanese.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Igor Henrique Rodrigues Oliveira<\/strong> \u00e9 formado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa &#8211; Campus Rio Parana\u00edba e mestrando no programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de Manejo e Conserva\u00e7\u00e3o de Ecossistemas Naturais e Agr\u00e1rios da Universidade Federal de Vi\u00e7osa &#8211; Campus Florestal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caso voc\u00ea queira seguir uma carreira dentro da grande \u00e1rea das Ci\u00eancias biol\u00f3gicas \u00e9 quase imposs\u00edvel que em algum momento voc\u00ea n\u00e3o se depare com o que n\u00f3s chamamos de \u00c1rvore Filogen\u00e9tica. Mas afinal, o que \u00e9 isso? 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