{"id":1272,"date":"2021-03-18T23:55:45","date_gmt":"2021-03-19T02:55:45","guid":{"rendered":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=1272"},"modified":"2021-03-18T23:55:45","modified_gmt":"2021-03-19T02:55:45","slug":"aquilo-ali-e-um-bem-te-vi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=1272","title":{"rendered":"Aquilo ali \u00e9 um Bem-te-vi?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Provavelmente em algum momento de sua vida voc\u00ea j\u00e1 avistou um bem-te-vi em algum local, certo? Este bichinho carism\u00e1tico \u00e9 facilmente reconhecido pelas cores e pelo seu canto. Voc\u00ea provavelmente j\u00e1 o observou ou ouviu, seja em uma viagem de acampamento, na pra\u00e7a de sua cidade ou mesmo no fio dos postes pr\u00f3ximo a sua casa. Sua plumagem \u00e9 caracter\u00edstica: ventre amarelado, dorso castanho, garganta branca e cabe\u00e7a preta com uma m\u00e1scara branca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de essas aves apresentarem muitas semelhan\u00e7as elas tamb\u00e9m possuem particularidades que podem ser usadas para diferencia-las. Uma esp\u00e9cie que muitos acreditam ser \u201cfilhote de bem-te-vi\u201d, devido ao seu tamanho e plumagem, \u00e9 a Cambacica (Coereba flaveola). Apesar de possuir o padr\u00e3o de cor parecido seu bico \u00e9 bem mais fino e seus tar\u00e7os menos compridos, al\u00e9m de possuir uma estatura menor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Neinei (Megarynchus pitangua), conhecido por bem-te-vi-bico-chato, \u00e9 uma das esp\u00e9cies mais confundidas com o verdadeiro bem-te-vi. Sua principal diferen\u00e7a esta no tamanho do bico, que \u00e9 bem mais robusto e mais achatado. Al\u00e9m disso, sua vocaliza\u00e7\u00e3o difere do conhecido \u201cbem-te-viiii!\u201d que ouvimos. Temos tamb\u00e9m o Suiriri (Tyrannus melancholicus), que embora tenha as mesmas cores que o bem-te-vi n\u00e3o apresenta as marcas brancas na face juntamente a cabe\u00e7a preta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mas e quando as esp\u00e9cies s\u00e3o t\u00e3o parecidas que n\u00e3o conseguimos identifica-las atrav\u00e9s da morfologia? \u00c9 aqui que temos o conceito de Esp\u00e9cies cr\u00edpticas!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-2.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"737\" height=\"473\" src=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1274\" srcset=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-2.png 737w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-2-300x193.png 300w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-2-467x300.png 467w\" sizes=\"auto, (max-width: 737px) 100vw, 737px\" \/><\/a><figcaption>Foto: Ilustra\u00e7\u00e3o Tomas Sigrist\/ Arte TG<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esp\u00e9cies cr\u00edpticas s\u00e3o duas ou mais esp\u00e9cies que morfologicamente falando s\u00e3o, frequentemente, indistingu\u00edveis. Por\u00e9m, geneticamente possuem uma grande diferen\u00e7a, sendo assim consideradas esp\u00e9cies diferentes. Podem ser diferenciadas tamb\u00e9m, ecologicamente, atrav\u00e9s de alguns comportamentos distintos como, por exemplo, o padr\u00e3o de canto ou do ninho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O termo esp\u00e9cie cr\u00edptica se aplica a unidades taxon\u00f4micas cujos componentes se confundem com outros de esp\u00e9cies distintas quando se utilizam caracteres \u201ctradicionais\u201d, geralmente morfol\u00f3gicos. Seu reconhecimento n\u00e3o \u00e9 evidente e depende geralmente de compara\u00e7\u00f5es baseadas em biologia molecular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esp\u00e9cies cr\u00edpticas tiveram sua origem de um ancestral comum e passaram por um processo de especia\u00e7\u00e3o relativamente recente, possuindo h\u00e1bitos semelhantes e muitas das vezes compartilhando nichos, embora sejam isoladas reprodutivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gra\u00e7as a diversos estudos, hoje sabemos que essas esp\u00e9cies n\u00e3o s\u00e3o a mesma, e que podemos cada vez mais entender a particularidade de cada uma delas, que, apesar de serem semelhantes, possuem diferen\u00e7as que as tornam \u00fanicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Guilherme Wince de Moura<\/strong> \u00e9 Bi\u00f3logo formado pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa &#8211; Campus Rio Parana\u00edba.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Provavelmente em algum momento de sua vida voc\u00ea j\u00e1 avistou um bem-te-vi em algum local, certo? 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