{"id":1469,"date":"2022-07-26T14:31:15","date_gmt":"2022-07-26T17:31:15","guid":{"rendered":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=1469"},"modified":"2022-07-26T14:32:41","modified_gmt":"2022-07-26T17:32:41","slug":"surgimento-e-radiacao-dos-tetrapoda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=1469","title":{"rendered":"Surgimento e radia\u00e7\u00e3o dos Tetr\u00e1poda"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A origem e evolu\u00e7\u00e3o dos tetrapoda \u00e9 bastante evidenciada no registro f\u00f3ssil e apresenta uma enorme corrida evolutiva. A diversifica\u00e7\u00e3o conhecida como transi\u00e7\u00e3o peixe-tetr\u00e1pode ocorreu do meio para o final do Devoniano h\u00e1 cerca de 380 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, come\u00e7ando mais especificamente durante o Givetiano. O grupo basal mais antigo conhecido s\u00e3o os Osteolepid\u00eddeos e parece improv\u00e1vel que mais tetrapomorfos ocorreram antes deles. O processo entre a origem e radia\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies levou cerca de 10 milh\u00f5es de anos e novas descobertas acerca dos grupos f\u00f3sseis achados ajudam cada vez mais na estrutura\u00e7\u00e3o te\u00f3rica sobre eventos que proporcionaram a radia\u00e7\u00e3o dos tetr\u00e1podes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os tetrapodomorfos, os aspectos da morfologia importantes s\u00e3o: regi\u00e3o do espir\u00e1culo, arco hi\u00f3ide e os membros anteriores. A regi\u00e3o espiracular est\u00e1 intimamente relacionada \u00e0 respira\u00e7\u00e3o a\u00e9rea, enquanto os membros anteriores foram sugeridos como apoio para a por\u00e7\u00e3o anterior do corpo quando os animais emergiram parcialmente da \u00e1gua. O ato de respirar ar atmosf\u00e9rico e com os membros oferecendo maior suporte, foi o necess\u00e1rio para que eles pudessem explorar o ambiente terrestre, e depois, radiar e se diversificar no grupo tetr\u00e1pode que conhecemos hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Informa\u00e7\u00f5es a respeito do ambiente e estudos sobre a composi\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica predominante no per\u00edodo explicaram alguns eventos que levaram \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o da respira\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica. A temperatura diminuiu, em m\u00e9dia, 5\u00b0C desde o in\u00edcio do Devoniano at\u00e9 meados do Carbon\u00edfero. Os n\u00edveis de CO2 na atmosfera eram mais elevados, enquanto os n\u00edveis de g\u00e1s oxig\u00eanio eram relativamente baixos nesse per\u00edodo. Assim, pensando que o oxig\u00eanio \u00e9 muito menos sol\u00favel em \u00e1gua do que no ar, qualquer animal que pudesse explorar a vida fora da \u00e1gua possu\u00eda uma vantagem adaptativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A origem dos tetr\u00e1podes coincide com a segunda fase de expans\u00e3o entre as plantas do Devoniano. Respirar o ar e ter membros capazes de suporte o peso do corpo permitiam que esses animais explorassem a vegeta\u00e7\u00e3o. Os primeiros tetr\u00e1podes viveram na Laur\u00e1sia (supercontinente da \u00e9poca da Pangeia que corresponde a atual Am\u00e9rica do Norte, Europa e \u00c1sia), onde o clima continental era \u00e1rido, sazonal e seco. Por\u00e9m, estes animais viviam ao longo das margens continentais, onde o clima provavelmente era melhor em quest\u00f5es de umidade e temperatura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a conquista do ambiente terrestre e a radia\u00e7\u00e3o dos tetr\u00e1podes, houve uma grande quantidade de evolu\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gica e fil\u00e9ticas, resultando em uma diversidade com uma ampla gama de tamanhos, formas, especializa\u00e7\u00f5es, h\u00e1bitos, etc. Entretanto, faltam informa\u00e7\u00f5es para compreender o caminho da evolu\u00e7\u00e3o que nos trouxe at\u00e9 aqui, j\u00e1 que existe uma enorme lacuna de registros f\u00f3sseis entre 15-20 milh\u00f5es de anos, per\u00edodo ap\u00f3s o fim do Devoniano.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/image-5.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"593\" height=\"415\" src=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/image-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1470\" srcset=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/image-5.png 593w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/image-5-300x210.png 300w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/image-5-429x300.png 429w\" sizes=\"auto, (max-width: 593px) 100vw, 593px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tetr\u00e1podes do per\u00edodo Devoniano. Ilustra\u00e7\u00e3o: Maggie Newman<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>J\u00falia Beatriz Palhares<\/strong> \u00e9 graduanda em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa \u2013 Campus Rio Parana\u00edba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A origem e evolu\u00e7\u00e3o dos tetrapoda \u00e9 bastante evidenciada no registro f\u00f3ssil e apresenta uma enorme corrida evolutiva. A diversifica\u00e7\u00e3o conhecida como transi\u00e7\u00e3o peixe-tetr\u00e1pode ocorreu do meio para o final do Devoniano h\u00e1 cerca de 380 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, come\u00e7ando mais especificamente durante o Givetiano. 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