{"id":1525,"date":"2022-09-06T17:55:45","date_gmt":"2022-09-06T20:55:45","guid":{"rendered":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=1525"},"modified":"2022-09-06T17:55:47","modified_gmt":"2022-09-06T20:55:47","slug":"o-estudo-das-geleiras-glaciologia-e-afins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=1525","title":{"rendered":"O estudo das geleiras: Glaciologia e afins"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe um estudo especial para as geleiras e gelo em geral, no qual \u00e9 chamado de Glaciologia (do latim, \u201cglacie\u201d = gelo; \u201clogia\u201d = estudo\/l\u00f3gica). Basicamente a glaciologia surgiu como disciplina no s\u00e9culo XVIII, onde o \u201cpai\u201d da glaciologia \u00e9 Mikhail Lomonosov que, neste mesmo s\u00e9culo, foi enviado algumas vezes ao \u00e1rtico para pesquisar a geografia do \u00e1rtico Siberiano, da qual, gra\u00e7as a isso, surgiu a Glaciologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas afinal de contas, por que \u00e9 importante estudarmos isso? De acordo com o professor Jefferson Cardia Sim\u00f5es, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e tamb\u00e9m um pioneiro da Glaciologia no Brasil, estamos muito perto da Ant\u00e1rtida e, por isso, o Brasil \u00e9 afetado por essa imensa massa de gelo, que representa cerca de 90% das geleiras do mundo. Isto quer dizer que as mudan\u00e7as morfol\u00f3gicas alteram o clima em toda Am\u00e9rica al\u00e9m de afetar o n\u00edvel do mar. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso ressaltar que geleiras (como as da Ant\u00e1rtida) guardam em suas camadas inferiores um registo de Eras passadas bastante importante, sobre o clima, a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da atmosfera, velocidade dos ventos, registros de acontecimentos hist\u00f3ricos e assim por diante. Essa possibilidade se d\u00e1 por causa da neve que se acumula em cima das massas de gelo. Essa neve \u00e9 formada pela precipita\u00e7\u00e3o e acumula\u00e7\u00e3o de cristais, que \u201cguardam\u201d de forma natural o registro de outros tempos. Leva cerca de 30 mil anos para que o processo de compacta\u00e7\u00e3o da neve d\u00ea origem \u00e0s geleiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muito se diz a respeito da \u00e1gua doce das geleiras, mas na verdade nem toda \u00e1gua das geleiras \u00e9 doce. Apenas a parte mais superficial, visto que \u00e9 formada pelos cristais de neve que s\u00e3o de origem atmosf\u00e9rica, o que as fazem ser doce. Mas tamb\u00e9m h\u00e1 uma grande quantidade de \u00e1guas do oceano que acumulam sais. As Eras Glaciais (per\u00edodos duradouros onde a grande parte da superf\u00edcie terrestre fica coberta em espessas camadas de neve), se fizeram presente algumas vezes na hist\u00f3ria do planeta e, assim, moldando de maneira significativa a vida e geologia na Terra. Este processo, tamb\u00e9m conhecido como Glacia\u00e7\u00e3o, ocorreu pela \u00faltima vez na hist\u00f3ria da esp\u00e9cie humana h\u00e1 cerca de 20 mil anos atr\u00e1s, seguido do derretimento, que segundo uma publica\u00e7\u00e3o da revista \u2018Nature\u2019, acabou devido ao aumento do g\u00e1s do CO2 devido ao \u2018aquecimento\u2019 do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O di\u00f3xido de carbono (CO2) \u00e9 um g\u00e1s comumente relacionado ao aumento do efeito estufa. Sendo assim, o processo em que se d\u00e1 as Eras Glaciais, que come\u00e7a com a inclina\u00e7\u00e3o do eixo da Terra em uma posi\u00e7\u00e3o onde a luz solar incida em menor propor\u00e7\u00e3o nas latitudes Norte, faz com que o \u00c1rtico comece a congelar as \u00e1reas normais do planeta, como as florestas. O congelamento destas faz com que o CO2 seja reduzido, deixando o planeta mais frio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image-3.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"500\" src=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1526\" srcset=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image-3.png 1000w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image-3-300x150.png 300w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image-3-768x384.png 768w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image-3-500x250.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">https:\/\/www.jornalciencia.com\/uma&#8211;nova-mini-era-do-gelo-esta-a-caminho\/<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Matheus de Castro Silva<\/strong> \u00e9 graduando em Administra\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa &#8211; Campus Rio Parana\u00edba<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe um estudo especial para as geleiras e gelo em geral, no qual \u00e9 chamado de Glaciologia (do latim, \u201cglacie\u201d = gelo; \u201clogia\u201d = estudo\/l\u00f3gica). 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