{"id":1635,"date":"2022-12-14T11:54:12","date_gmt":"2022-12-14T14:54:12","guid":{"rendered":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=1635"},"modified":"2022-12-15T10:07:02","modified_gmt":"2022-12-15T13:07:02","slug":"plantas-alimenticias-nao-convencionais-pancs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=1635","title":{"rendered":"Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais (PANCs)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente a maioria das pessoas consomem apenas alimentos industrializados ou, de forma geral, alimentos comprados e j\u00e1 popularizados nas grandes sociedades, assim como alimentos oriundos do trigo, arroz, milho, toma- te, cenoura, batata, couve e assim por diante. Mas na realidade existem alimentos n\u00e3o convencionais para a sociedade, s\u00e3o as chamadas Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais, ou simplesmente PANCs. As PANCs s\u00e3o encontradas em abund\u00e2ncia no Brasil e eram muito comuns aos nossos ancestrais. Mas por que esse conhecimento tem se perdido? No Brasil ocorreu principalmente devido ao grande \u00eaxodo rural no s\u00e9culo XX, quando essas pessoas acabaram por mudar seus h\u00e1bitos alimentares de maneira radical. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem, registradas no Brasil, cerca de 3 mil esp\u00e9cies de PANCs (de acordo com Mar\u00edlia Elisa B. K., em PANCs: hortali\u00e7as espont\u00e2neas e nativas. 2015, UFRGS). Mas, afinal de contas, quais s\u00e3o as PANCs?  Alguns exemplares dessas plantas voc\u00ea mes\u0002mo provavelmente j\u00e1 viu ou ouviu falar, como por exemplo Pic\u00e3o Preto, Ora-pro-n\u00f3bis, Taioba, Palma, Trevo (Trevo 3 folhas), Folha da Batata Doce, Folha da Beterraba, L\u00edngua de Vaca e entre outras. Infelizmente, mesmo com tamanha diversidade aliment\u00edcia, a fome ainda \u00e9 presente na vida de alguns brasileiros. Para tal, enfrentamos algumas dificuldades para levar as PANCs \u00e0s mesas das pessoas, tal como o preconceito com o desconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As plantas t\u00eam grande import\u00e2ncia para n\u00f3s, n\u00e3o apenas como alimento, mas tamb\u00e9m como medicamento. As PANCs n\u00e3o fogem dessa afirmativa, sendo usadas no passado para o tratamento de enfermidades, como a ora-pro-n\u00f3bis que \u00e9 rica em ferro, logo seu consumo ajuda a combater a anemia, ou o ch\u00e1 de pic\u00e3o preto que \u00e9 um anti-inflamat\u00f3rio, antidiab\u00e9tico, relaxante muscular entre outras propriedades, e at\u00e9 mesmo a l\u00edngua de vaca, que pode ser usada para o tratamento de dores musculares, dores de cabe\u00e7a e ins\u00f4nia, entre v\u00e1rias outras plantas com diversas propriedades medicinais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voc\u00ea acredita que existam maiores vantagens no cultivo das PANCs, do que sobre as plantas mais convencionais? Por incr\u00edvel que possa parecer existem sim, entre elas est\u00e3o a maior capacidade de absor\u00e7\u00e3o de nutrientes do solo, a baixa necessidade h\u00eddrica e tamb\u00e9m a resposta a uma baixa exig\u00eancia de solo. Alguns preparos e cuidados especiais podem ser necess\u00e1rios para a produ\u00e7\u00e3o desses alimentos, assim como qualquer outro alimento mais conhecido, como por exemplo a taioba e a folha de batata doce que precisam ser refogadas. Por outro lado, a ora-pro-n\u00f3bis e a folha de beterraba podem ser consumidas cruas, mas ficam \u00f3timas das duas formas. \u00c9 tamb\u00e9m essencial ficar de olho nas diferentes denomina\u00e7\u00f5es para a mesma planta atrav\u00e9s das regi\u00f5es do Brasil, visto a possibilidade de se confundir no momento da colheita. Devido a esses fatores \u00e9 importante sempre pesquisar sobre as plantas antes de comer ou mesmo colher e, em caso de d\u00favida, n\u00e3o se arriscar a consumir.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image-2.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"620\" height=\"267\" src=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1636\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: https:\/\/revistacasaejardim.globo.com\/Casa-e-Jardim\/Paisagismo\/noticia\/2017\/08\/o-futuro-pertence-panc.html<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Matheus de Castro Silva<\/strong> \u00e9 graduando em Administra\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa &#8211; Campus Rio Parana\u00edba.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualmente a maioria das pessoas consomem apenas alimentos industrializados ou, de forma geral, alimentos comprados e j\u00e1 popularizados nas grandes sociedades, assim como alimentos oriundos do trigo, arroz, milho, toma- te, cenoura, batata, couve e assim por diante. 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