{"id":1681,"date":"2022-12-15T09:56:33","date_gmt":"2022-12-15T12:56:33","guid":{"rendered":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=1681"},"modified":"2022-12-20T13:01:59","modified_gmt":"2022-12-20T16:01:59","slug":"quais-as-adaptacoes-da-vegetacao-do-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=1681","title":{"rendered":"Quais as adapta\u00e7\u00f5es da vegeta\u00e7\u00e3o do Cerrado?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Cerrado \u00e9 um bioma que abriga aproximadamente 12 mil plantas catalogadas, das quais mais de 4 mil s\u00e3o end\u00eamicas, ou seja, s\u00f3 ocorre neste bioma. Assim, tanta diversidade faz com que ele seja considerado um \u2018hotspot\u2019 global de biodiversidade. Al\u00e9m disso, \u00e9 formado por um mosaico de vegeta\u00e7\u00f5es, sendo descritos 11 tipos principais de vegeta\u00e7\u00e3o para o Bioma:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Forma\u00e7\u00f5es florestais: Mata Ciliar, Mata de Galeria, Mata Seca e Cerrad\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>Forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nicas: Cerrado sentido restrito, Parque de Cerrado, Palmeiral e Vereda;<\/li>\n\n\n\n<li>Forma\u00e7\u00f5es campestres: Campo Sujo, Campo Limpo e Campo Rupestre.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A vegeta\u00e7\u00e3o do Cerrado \u00e9 influenciada por uma s\u00e9rie de fatores ambientais, como regime de fogo, tipo de solo e de clima, cujas varia\u00e7\u00f5es contribuem para a uma alta diversidade de esp\u00e9cies em sua flora. Voc\u00ea conhece a morfologia das \u00e1rvores do cerrado? Sabia que existem adapta\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas nelas? Caracter\u00edsticas como sistemas subterr\u00e2neos bem desenvolvidos, isto \u00e9, ra\u00edzes profundas que buscam por \u00e1gua (floresta invertida) e \u00f3rg\u00e3os de reservas e com gemas, que permitem a rebrota ap\u00f3s<br>fogo e seca prolongada, s\u00e3o exemplos de algumas adapta\u00e7\u00f5es. Como exemplos de \u00f3rg\u00e3os subterr\u00e2neos, podemos citar os xilop\u00f3dios (espessamento das ra\u00edzes), ra\u00edzes tuberosas (como cenouras e beterrabas), sistemas subterr\u00e2neos difusos e os riz\u00f3foros (caule que desenvolve ramos que crescem em dire\u00e7\u00e3o ao solo, auxiliando na sustenta\u00e7\u00e3o da planta).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, plantas do cerrado tamb\u00e9m podem ter caules a\u00e9reos espessos, com grande camada de s\u00faber (\u00e9 a \u201ccasca\u201d das plantas lenhosas), que atua como isolante t\u00e9rmico e impede que o calor chegue at\u00e9 os tecidos internos, vivos, da planta. Em geral, plantas do Cerrado possuem caules tortuosos devido \u00e0 morte das gemas (forma\u00e7\u00e3o inicial de um ramo das plantas vasculares) terminais e do desenvolvimento das gemas laterais como tamb\u00e9m pode ser uma resposta \u00e0 toxicidade do solo e baixa fertilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas esp\u00e9cies sofreram adapta\u00e7\u00f5es em suas folhas, ou seja, possuem cut\u00edcula espessa (camada externa impregnada por cutina, de natureza lip\u00eddica, que impermeabiliza as folhas) ou s\u00e3o pilosas (presen\u00e7a de \u201cp\u00ealos\u201d que protegem as plantas contra herbivoria, perda de \u00e1gua por transpira\u00e7\u00e3o e excesso da radia\u00e7\u00e3o solar). Algumas folhas conseguem, tamb\u00e9m, acumular alum\u00ednio, elemento muito presente nos solos do cerrado, sem que este lhe cause nenhuma toxicidade ou atrapalhe seu crescimento. S\u00e3o exemplos de esp\u00e9cies t\u00edpicas do cerrado: Araticum (<em>Annona crassiflora<\/em>), Baruzeiro (<em>Dip\u0002teryxalata<\/em>), Buritizeiro (<em>Mauritia flexuosa<\/em>), (Cajuzinho-do-cerrado) (<em>Anacardium humile<\/em>), Ip\u00eas (<em>Tabebuia spp.<\/em> e <em>Handroanthus spp.<\/em>), Jatobazeiro (<em>Hymenaea courbaril<\/em> e <em>L., Hymena\u0002eastignocarpa<\/em>), Lobeira (<em>Solanum lycocarpum<\/em>), Mangabeira (<em>Hancornia speciosa<\/em>), Pequizeiro (<em>Caryocar brasiliense<\/em>).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image-6.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"397\" src=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1682\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/brasil\/cerrado.htm<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sarah Magalh\u00e3es Dias<\/strong> \u00e9 graduanda em Engenharia Florestal na Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG), membra do Grupos de Frut\u00edferas do Cerrado (Gefruce) e da Liga Acad\u00eamica de Biodiversidade Vegetal e Intera\u00e7\u00f5es (LABIVI).<br><strong>Jo\u00e3o Victor de Sousa Lima<\/strong> \u00e9 graduando em Engenharia Florestal na Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG), membro do Grupos de Frut\u00edferas do Cerrado (Gefruce) e da da Liga<br>Acad\u00eamica de Biodiversidade Vegetal e Intera\u00e7\u00f5es (LABIVI).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Cerrado \u00e9 um bioma que abriga aproximadamente 12 mil plantas catalogadas, das quais mais de 4 mil s\u00e3o end\u00eamicas, ou seja, s\u00f3 ocorre neste bioma. Assim, tanta diversidade faz com que ele seja considerado um \u2018hotspot\u2019 global de biodiversidade. Al\u00e9m disso, \u00e9 formado por um mosaico de vegeta\u00e7\u00f5es, sendo descritos 11 tipos principais de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":945,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[781,814],"tags":[813,811,810,809],"class_list":["post-1681","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-781","category-volume-13-numero-3","tag-campos-rupestres","tag-formacoes-savanicas","tag-plantas-xerofitas","tag-savanas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1681","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/945"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1681"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1681\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1685,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1681\/revisions\/1685"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}