{"id":2260,"date":"2024-05-13T10:15:05","date_gmt":"2024-05-13T13:15:05","guid":{"rendered":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=2260"},"modified":"2024-05-13T10:15:05","modified_gmt":"2024-05-13T13:15:05","slug":"a-intrigante-historia-evolutiva-dos-pterossauros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=2260","title":{"rendered":"A intrigante hist\u00f3ria evolutiva dos Pterossauros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se voc\u00ea gosta de pterossauros e os acha incr\u00edveis, saiba que muitos cientistas ao redor do mundo concordam com voc\u00ea. Apesar de extintos, os f\u00f3sseis nos revelam que estes animais eram criaturas fant\u00e1sticas. O que os pesquisadores j\u00e1 descobriram ao longo de anos de estudo \u00e9, no m\u00ednimo, muito intrigante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pterossauros foram enormes r\u00e9pteis voadores. \u00c9 isso mesmo, n\u00e3o s\u00e3o dinossauros!\u00a0 Eles viveram entre 210 e 66 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Ao longo da vida na Terra, eles foram um dos 4 grupos que conseguiram desenvolver a habilidade de voar, juntamente com os morcegos, os insetos e as aves. Algumas pessoas podem confundir os nomes, pois pterossauro e pterod\u00e1ctilo s\u00e3o bastante parecidos. A real \u00e9 que o pterod\u00e1ctilo \u00e9 uma esp\u00e9cie de pterossauro, uma das 17 esp\u00e9cies que j\u00e1 viveram neste planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, apesar de todo o registro f\u00f3ssil, principalmente porque n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o bem preservados quanto outros, n\u00e3o t\u00ednhamos certeza absoluta de como era a alimenta\u00e7\u00e3o deles. Sabemos apenas que, assim como a grande maioria dos r\u00e9pteis, eles eram carn\u00edvoros. Entretanto, somente isso era muito raso, e n\u00e3o esclareceu todas as d\u00favidas que alguns estudiosos levantaram durante anos sobre esse tema. Foi com base nisso que alguns pesquisadores se propuseram a desenvolver um estudo inovador que analisava os dentes preservados de v\u00e1rias esp\u00e9cies de pterossauros vivos. Utilizando m\u00e9todos avan\u00e7ados de imagem e an\u00e1lise, esses pesquisadores conseguiram visualizar diferentes padr\u00f5es de marcas e desgaste, micro fissuras, nos dentes que puderam ter acesso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com essas an\u00e1lises, os pesquisadores puderam inferir que, no in\u00edcio da hist\u00f3ria de vida desse grupo, a alimenta\u00e7\u00e3o provavelmente era baseada em alimentos mais duros, como moluscos com carapa\u00e7as formadas por subst\u00e2ncias s\u00f3lidas e dif\u00edceis de mastigar ou quebrar, pois os dentes dos pterossauros mais antigos eram relativamente mais desgastados e com mais microfissuras do que o restante do grupo. Tamb\u00e9m puderam perceber que, em certa altura da hist\u00f3ria evolutiva desses organismos, a alimenta\u00e7\u00e3o sofreu uma mudan\u00e7a. Obviamente que isso n\u00e3o aconteceu rapidamente, pois nada na biologia \u00e9 do dia para a noite. Mas mesmo assim, o padr\u00e3o de desgaste e de fissuras mudou a tal ponto que, aliado ao registro f\u00f3ssil, perceberam que a alimenta\u00e7\u00e3o passou de algo mais duro e dif\u00edcil de mastigar para algo mais macio e f\u00e1cil de triturar com os dentes. Provavelmente a alimenta\u00e7\u00e3o durante esse per\u00edodo foi \u00e0 base de peixes, o que n\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil de mastigar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, j\u00e1 na \u00e9poca compreendida pr\u00f3xima \u00e0 extin\u00e7\u00e3o desses incr\u00edveis animais, a alimenta\u00e7\u00e3o parece ter mudado novamente. De quase completamente \u00e0 base de peixes para uma alimenta\u00e7\u00e3o envolvendo animais vertebrados terrestres tamb\u00e9m. Isso \u00e9 indicado pela diferen\u00e7a entre o padr\u00e3o de marcas nos dentes preservados em f\u00f3sseis tamb\u00e9m. O ato de mastigar ossos, em especial ossos de animais vertebrados terrestres, \u00e9 algo que vai desgastando os dentes ao longo do tempo. Ainda que o desgaste n\u00e3o seja t\u00e3o forte quanto o desgaste de comer animais com carapa\u00e7as duras, ainda \u00e9 poss\u00edvel visualizar microfissuras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta descoberta ajuda a entender como era a vida e a ecologia desses animais, esclarecendo lacunas hist\u00f3ricas que antes eram mist\u00e9rios.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/1024px-Eudimorphodon_ranzii.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/1024px-Eudimorphodon_ranzii.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2261\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Figura 1. <\/strong>Eudimorphodon ranzii &#8211; foto tirada em museus de ci\u00eancias naturais em B\u00e9rgamo.<br>Imagem de: <a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/w\/index.php?title=File:Eudimorphodon_ranzii.jpg&amp;oldid=714404829\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/w\/index.php?title=File:Eudimorphodon_ranzii.jpg&amp;oldid=714404829\">Wikimedia Commons<\/a>.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gustavo Gon\u00e7alves Marciano<\/strong> \u00e9 graduando em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa \u2013 <em>Campus<\/em> Rio Parana\u00edba.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea gosta de pterossauros e os acha incr\u00edveis, saiba que muitos cientistas ao redor do mundo concordam com voc\u00ea. 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