{"id":2358,"date":"2025-05-27T15:02:51","date_gmt":"2025-05-27T18:02:51","guid":{"rendered":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=2358"},"modified":"2025-05-27T15:02:51","modified_gmt":"2025-05-27T18:02:51","slug":"voce-viu-um-dinossauro-hoje-ele-pode-estar-no-seu-quintal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=2358","title":{"rendered":"Voc\u00ea viu um dinossauro hoje? Ele pode estar no seu quintal!"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sempre que pensamos em dinossauros, nos v\u00eam \u00e0 cabe\u00e7a aqueles animais com pele grossa, grandes garras, grandes dentes e um rugido terr\u00edvel. Mas e se eu te contar que provavelmente voc\u00ea avistou v\u00e1rios dinossauros em seu caminho hoje? Os dinossauros s\u00e3o sem d\u00favida os mais famosos vertebrados f\u00f3sseis, eles surgiram no per\u00edodo Tri\u00e1ssico e se diversificaram em variados nichos durante o Mesoz\u00f3ico, contudo houve a ocorr\u00eancia do Evento KT: a extin\u00e7\u00e3o em massa que marca o fim do per\u00edodo Cret\u00e1ceo (K) e o in\u00edcio do per\u00edodo Terci\u00e1rio (T), \u00e9 o evento de extin\u00e7\u00e3o em massa mais estudado pelos cientistas, apesar de n\u00e3o ter sido nem longe o mais catastr\u00f3fico. Essa extin\u00e7\u00e3o, causada pela queda de um asteroide na Pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n, atual M\u00e9xico, levou \u00e0 extin\u00e7\u00e3o pterossauros, plesiossauros (ambos n\u00e3o sendo dinossauros), diversas esp\u00e9cies de dinossauros, algumas fam\u00edlias de mam\u00edferos, entre outros animais. A maioria dos sobreviventes era de pequeno porte, pois necessitava de menos recursos para sobreviver, que era escasso devido \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o causada pelo asteroide. Um dos grupos que sobreviveu ainda vive entre n\u00f3s. Ele \u00e9 formado por dinossauros nada convencionais: as aves. A classifica\u00e7\u00e3o dos seres vivos feita pela clad\u00edstica \u00e9 baseada na ancestralidade comum. Em vez de agrupar os organismos apenas por semelhan\u00e7as externas, a clad\u00edstica considera os ramos da \u00e1rvore evolutiva. Isso significa que, se um animal evoluiu de um grupo, ele permanece dentro dele, mesmo que mude bastante ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 por isso que dizemos que as aves s\u00e3o dinossauros, e n\u00e3o apenas descendentes deles. Elas pertencem a um ramo espec\u00edfico dentro do grupo dos dinossauros (os mesmos que incluem o famoso Velociraptor). Assim como os humanos al\u00e9m de serem primatas, s\u00e3o mam\u00edferos, um pombo \u00e9 uma ave e tamb\u00e9m continua sendo dinossauro. Na ci\u00eancia, n\u00e3o se \u201csai\u201d de um grupo evolutivo. Quando um grupo d\u00e1 origem a outro, esse novo grupo \u00e9 inclu\u00eddo dentro do anterior. As aves atuais s\u00e3o dinossauros especializados; a ave mais antiga conhecida \u00e9 o Archaeopteryx, datada do Jur\u00e1ssico, uma ave extinta com dentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grupo de aves viventes atualmente \u00e9 chamado de neornithes que se irradiou ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros n\u00e3o avianos, ocupando os mais diversos nichos ecol\u00f3gicos. Hoje, com mais de 10 mil esp\u00e9cies, as aves representam o \u00fanico grupo de dinossauros que sobreviveu. Da pr\u00f3xima vez que v\u00ea-las empoleiradas nas \u00e1rvores, cruzando o c\u00e9u, atravessando oceanos ou bicando um peda\u00e7o de p\u00e3o, lembre-se: voc\u00ea est\u00e1 diante de um verdadeiro dinossauro. A hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o parou no passado, ela continua acontecendo aqui e agora.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"437\" height=\"223\" src=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2359\" style=\"width:549px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-1.png 437w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-1-300x153.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 437px) 100vw, 437px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>Imagem:<\/strong> Isabella Carrera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BENTON, M. J. et al. Paleontologia dos vertebrados. [s.l.] S\u00e3o Paulo Atheneu, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Maria Clara Pinheiro Lima<\/strong> \u00e9 graduanda em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa, campus Rio Parana\u00edba.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre que pensamos em dinossauros, nos v\u00eam \u00e0 cabe\u00e7a aqueles animais com pele grossa, grandes garras, grandes dentes e um rugido terr\u00edvel. Mas e se eu te contar que provavelmente voc\u00ea avistou v\u00e1rios dinossauros em seu caminho hoje? 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