{"id":344,"date":"2014-10-23T14:21:23","date_gmt":"2014-10-23T17:21:23","guid":{"rendered":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=344"},"modified":"2014-10-23T14:21:23","modified_gmt":"2014-10-23T17:21:23","slug":"extincoes-ciclos-de-vida-e-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=344","title":{"rendered":"Extin\u00e7\u00f5es: ciclos de vida e morte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Pierre Rafael Penteado.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea com certeza j\u00e1 leu ou ouviu \u201c&#8230; esp\u00e9cie est\u00e1 em risco de extin\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d, n\u00e3o \u00e9 mesmo?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando todos os indiv\u00edduos de uma esp\u00e9cie morrem, podemos dizer que ela est\u00e1 extinta. \u00c9 um processo natural, esperado de acordo com a teoria da evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, uma vez que os organismos competem por recursos limitados na natureza. Desse modo, as popula\u00e7\u00f5es adaptam-se ao longo de gera\u00e7\u00f5es, migram ou acabam se extinguindo.\u00a0 E o que \u00e9 extin\u00e7\u00e3o em massa? Tamb\u00e9m conhecido como evento de extin\u00e7\u00e3o, acontecem quando o ambiente em que os organismos vivem muda bruscamente, em um curto intervalo de tempo, impedindo a adapta\u00e7\u00e3o dos mesmos. Alguns cientistas se referem \u00e0s extin\u00e7\u00f5es em massa como um reset da evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica.\u00a0 De certo modo, podemos dizer que \u00e9 isso, j\u00e1 que as esp\u00e9cies extintas deixam um ambiente para ser explorado por outras esp\u00e9cies. Tamb\u00e9m \u00e9 not\u00e1vel o fato de que existiram muito mais esp\u00e9cies (e que foram extintas) do que o total de esp\u00e9cies atual. Durante toda a hist\u00f3ria da vida no planeta Terra, a biodiversidade do planeta j\u00e1 sofreu cinco eventos de extin\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p><strong>Permiano-Tri\u00e1ssico. <\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 aproximadamente 250 milh\u00f5es de anos, cerca de 60% de todos os g\u00eaneros (categoria taxon\u00f4mica que pode agrupar uma ou v\u00e1rias esp\u00e9cies) viventes da foram extintos. Entre eles, estavam os trilobitas (artr\u00f3podes bastante diversificados), euript\u00e9ridos (escorpi\u00f5es-marinhos) entre v\u00e1rios grupos que n\u00e3o perderam todas as esp\u00e9cies.\u00a0 Esse evento \u00e9 conhecido como a grande extin\u00e7\u00e3o do Permiano-Tri\u00e1ssico. Mas o que poderia ter causado tamanho efeito na biodiversidade do per\u00edodo?\u00a0 Ap\u00f3s v\u00e1rias hip\u00f3teses e estudos, cientistas propuseram que n\u00e3o foi uma causa \u00fanica: primeiramente, erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas gigantescas, com mais de 2 milh\u00f5es de Km\u00b2 num intervalo de milhares de anos, localizadas na Sib\u00e9ria, R\u00fassia, elevaram a temperatura m\u00e9dia do planeta em\u00a0 aproximadamente 5\u00b0C, gra\u00e7as ao efeito estufa causado pelo CO2 liberado. Em seguida, o calor liberou uma grande quantidade de metano armazenada no fundo dos oceanos. Assim, o metano tamb\u00e9m contribuiu no aumento do efeito estufa, elevando a temperatura m\u00e9dia global a 10\u00b0C no total. O efeito sobre os organismos produtores nos oceanos foi devastador, e toda a teia alimentar sofreu com isso.<\/p>\n<p><strong>Fim do Cret\u00e1ceo.<\/strong><\/p>\n<p>Depois de se recuperar, outras extin\u00e7\u00f5es abalaram a biodiversidade da Terra. Os dinossauros, por exemplo, dominaram o meio terrestre do planeta por mais de 130 milh\u00f5es de anos, at\u00e9 serem extintos no final per\u00edodo Cret\u00e1ceo, h\u00e1 65 milh\u00f5es de anos.\u00a0 A hip\u00f3tese mais aceita at\u00e9 o momento para explicar essa extin\u00e7\u00e3o \u00e9 a colis\u00e3o de um asteroide (10 Km de di\u00e2metro) com a Terra, na pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n, no M\u00e9xico. O impacto teria levantado poeira suficiente para prejudicar a absor\u00e7\u00e3o da luz solar pelas plantas, comprometendo parte da teia alimentar, incluindo os dinossauros.\u00a0 Entretanto, v\u00e1rios grupos conseguiram sobreviver, incluindo os ancestrais das aves, e os nossos obviamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Extin\u00e7\u00f5es-ciclos-de-vida-e-morte-PIERRE.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-345\" src=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Extin\u00e7\u00f5es-ciclos-de-vida-e-morte-PIERRE-140x300.jpg\" alt=\"Extin\u00e7\u00f5es ciclos de vida e morte  (PIERRE)\" width=\"183\" height=\"393\" srcset=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Extin\u00e7\u00f5es-ciclos-de-vida-e-morte-PIERRE-140x300.jpg 140w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Extin\u00e7\u00f5es-ciclos-de-vida-e-morte-PIERRE-46x100.jpg 46w\" sizes=\"auto, (max-width: 183px) 100vw, 183px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Atualmente, fala-se sobre o que seria a 6\u00aa extin\u00e7\u00e3o em massa do planeta, com o desaparecimento de in\u00fameras esp\u00e9cies, causada pelo homem. Mas isso \u00e9 assunto para outra ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pierre Rafael Penteado<\/strong> \u00e9 bi\u00f3logo e mestre em Biologia Animal pela UFV. Atualmente \u00e9 professor tempor\u00e1rio na Universidade Federal de Vi\u00e7osa, campus de Rio Parana\u00edba. Atua na \u00e1rea de gen\u00e9tica animal.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como citar esse documento:<\/p>\n<p>Penteado, P.R. (2012). Extin\u00e7\u00f5es: ciclos de vida e morte. Folha biol\u00f3gica 3. (1): 3<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pierre Rafael Penteado. &nbsp; Voc\u00ea com certeza j\u00e1 leu ou ouviu \u201c&#8230; esp\u00e9cie est\u00e1 em risco de extin\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d, n\u00e3o \u00e9 mesmo?\u00a0 &nbsp; Quando todos os indiv\u00edduos de uma esp\u00e9cie morrem, podemos dizer que ela est\u00e1 extinta. \u00c9 um processo natural, esperado de acordo com a teoria da evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, uma vez que os organismos competem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":945,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[339],"tags":[173,49,64],"class_list":["post-344","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume-3","tag-extincao","tag-paleontologia","tag-zoologia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/344","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/945"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=344"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/344\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":346,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/344\/revisions\/346"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}