{"id":464,"date":"2015-05-25T08:10:29","date_gmt":"2015-05-25T11:10:29","guid":{"rendered":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=464"},"modified":"2015-05-25T08:10:29","modified_gmt":"2015-05-25T11:10:29","slug":"conservacao-ou-preservacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=464","title":{"rendered":"Conserva\u00e7\u00e3o ou Preserva\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Willian Lopes Silva<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Wagner M. S. Sampaio<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os termos Preserva\u00e7\u00e3o e Conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o utilizados para estabelecer a rela\u00e7\u00e3o Homem e Natureza e proteger o meio ambiente, por\u00e9m s\u00e3o ideologicamente distintos. Esses termos foram introduzidos por dois precursores do ambientalismo Norte Americano com o intuito de proteger o meio ambiente, o naturalista John Muir e o engenheiro florestal e pol\u00edtico Gifford Pinchot. O primeiro nos d\u00e1 o sentido de intocabilidade, onde o ambiente precisa ser preservado no seu estado natural sem nenhuma interven\u00e7\u00e3o humana por ser importante por si mesmo. J\u00e1 o segundo nos trouxe a ideia da conserva\u00e7\u00e3o em longo prazo, onde os recursos naturais devem ser usados com parcim\u00f4nia para n\u00e3o serem esgotados pelas necessidades humanas. As ideias de Muir e Pinchot s\u00e3o muito importantes para prote\u00e7\u00e3o da natureza, mas nos trazem um resultado muito diferente quando colocadas em pr\u00e1tica e se usadas erroneamente podem trazer preju\u00edzos socioambientais incalcul\u00e1veis. O Preservacionismo de Muir foi um movimento rom\u00e2ntico e espiritual, acreditava que Deus criou o universo para o gozo de todos os seres vivos, e n\u00e3o apenas para os seres humanos. J\u00e1 o conservacionismo de Pinchot foi um movimento progressista e cient\u00edfico. Fato t\u00e3o verdadeiro que, por exemplo, a legisla\u00e7\u00e3o Brasileira e muitos pesquisadores adotam uma integra\u00e7\u00e3o entre esses termos.\u00a0 Segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renov\u00e1veis, para garantir a prote\u00e7\u00e3o da diversidade biol\u00f3gica de um pa\u00eds \u00e9 preciso estabelecer um sistema de \u00e1reas protegidas. No Brasil, as \u00e1reas protegidas incluem as \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o permanente, as reservas legais, as reservas ind\u00edgenas e as unidades de conserva\u00e7\u00e3o. As unidades de conserva\u00e7\u00e3o (UC) formam uma categoria de \u00e1rea protegida mais espec\u00edfica e efetiva que englobam bem os conceitos conservacionistas e preservacionistas. No nosso pa\u00eds as UC n\u00e3o possuem apenas fun\u00e7\u00e3o de proteger a diversidade biol\u00f3gica e s\u00e3o justamente estas outras fun\u00e7\u00f5es que diferenciam as UC. Mas, no geral, as UC podem ser separadas em dois grandes grupos. O primeiro engloba Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Integral que s\u00e3o aquelas onde efetua-se a preserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas em estado natural com um m\u00ednimo de altera\u00e7\u00f5es, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais). O segundo inclui as UC de Uso Sustent\u00e1vel (s\u00e3o aquelas onde haver\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o dos atributos naturais, admitida a explora\u00e7\u00e3o de parte dos recursos dispon\u00edveis em regime de manejo sustent\u00e1vel). As ferramentas de prote\u00e7\u00e3o criadas pela legisla\u00e7\u00e3o t\u00eam a necessidade de embasar suas aplica\u00e7\u00f5es em informa\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas estrat\u00e9gicas, que muitas vezes s\u00e3o escassas ou inexistentes, levando \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da efici\u00eancia dessas ferramentas. Os Estudos Ambientais muitas vezes ficam \u201cescondidos\u201d nos \u00f3rg\u00e3os ambientais e nos contratos de confidencialidade entre consultores e empreendores, por\u00e9m estes estudos precisam cumprir sua fun\u00e7\u00e3o social e cient\u00edfica e isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel quando come\u00e7arem a ser divulgados. V\u00ea-se, pois, que s\u00f3 assim conseguiremos alcan\u00e7ar nosso objetivo de proteger o meio ambiente para de ele usufruir de forma sustent\u00e1vel ou simplesmente para sua manuten\u00e7\u00e3o. A prote\u00e7\u00e3o dos recursos naturais \u00e9 direito p\u00fablico e subjetivo das futuras gera\u00e7\u00f5es. Podemos pensar nisso como nos diz a \u201cCarta da Terra\u201d: \u201cA humanidade \u00e9 parte de um vasto universo em evolu\u00e7\u00e3o e a prote\u00e7\u00e3o da vitalidade, diversidade e beleza da Terra \u00e9 um dever sagrado de todos e juntos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Willian Lopes Silva<\/strong> \u00e9 acad\u00eamico do curso de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Universidade Federal de Vi\u00e7osa, campus de Rio Parana\u00edba.<\/p>\n<p><strong>Wagner M. S. Sampaio<\/strong> \u00e9 bi\u00f3logo e mestre em Biologia Animal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa, e atua na \u00e1rea de Ictiologia.<\/p>\n<p>Como citar esse Documento:<\/p>\n<p>Silva, W.L. ; Sampaio, W.M.S. (2013). Conserva\u00e7\u00e3o ou Preserva\u00e7\u00e3o? Folha biol\u00f3gica 4 (1):4<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Willian Lopes Silva Wagner M. S. Sampaio &nbsp; Os termos Preserva\u00e7\u00e3o e Conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o utilizados para estabelecer a rela\u00e7\u00e3o Homem e Natureza e proteger o meio ambiente, por\u00e9m s\u00e3o ideologicamente distintos. Esses termos foram introduzidos por dois precursores do ambientalismo Norte Americano com o intuito de proteger o meio ambiente, o naturalista John Muir e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":945,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[347],"tags":[24,371,47,370,244],"class_list":["post-464","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume-4","tag-conservacao","tag-ecossistemas","tag-meio-ambiente","tag-preservacao","tag-sustentabilidade"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/464","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/945"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=464"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/464\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":502,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/464\/revisions\/502"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=464"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=464"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=464"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}