{"id":745,"date":"2017-06-23T16:37:03","date_gmt":"2017-06-23T19:37:03","guid":{"rendered":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=745"},"modified":"2017-06-23T16:37:03","modified_gmt":"2017-06-23T19:37:03","slug":"ema-a-maior-ave-brasileira-biologia-e-conservacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=745","title":{"rendered":"Ema, a maior ave brasileira &#8211; biologia e conserva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Rhea americana americana<\/em> (Linnaeus, 1758), pertence \u00e0 classe das Aves, Reino Animalia, e \u00e9 tamb\u00e9m conhecida como \u201cema congo\u201d\u037e \u201cnhandu\u201d, \u201c\u00f1and\u00fa\u201c (que significa \u201ca corredora\u201d em guarani). Esta esp\u00e9cie \u00e9 considerada a maior ave do Brasil. Em terra \u00e9 a ave mais veloz das Am\u00e9ricas perdendo apenas para o avestruz africano. No livro vermelho s\u00e3o classificadas como quase amea\u00e7adas. Os adultos desta esp\u00e9cie podem medir de 1,27 at\u00e9 1,40 metros. Est\u00e3o distribu\u00eddas em regi\u00f5es campestres, cerrados e \u00e1reas de uso agropecu\u00e1rio (tais como pastos e plantios de soja), mas apenas em locais onde n\u00e3o \u00e9 alvo de persegui\u00e7\u00e3o. Estas aves s\u00e3o ratitas e utilizam as asas apenas para o equil\u00edbrio. Bebem pouca \u00e1gua e em \u00e9pocas de muito calor dormem durante o dia e as noites saem em busca do seu alimento. \u00c9 uma ave on\u00edvora, com dieta baseada em insetos, roedores, r\u00e9pteis, capim e sementes.<\/p>\n<p>Esta esp\u00e9cie pode viver em grupos de at\u00e9 30 indiv\u00edduos. A \u00e9poca do acasalamento come\u00e7a em outubro, e \u00e9 dada pela dan\u00e7a do acasalamento (que consiste em saltos, abrir das asas, sacudir pesco\u00e7o e alguns roncos) que \u00e9 feita pelo macho, desta forma ele tende a reunir de 5 ou 6 f\u00eameas, e assim escolher um local para fazer o ninho.Cada f\u00eamea p\u00f5e de 10 a 30 ovos. Estes ficam fora do ninho e o macho se encarrega de arrum\u00e1\u00ad-los para a choca, rolando-os para dentro do ninho, quando este est\u00e1 cheio. O macho afasta as f\u00eameas e se responsabiliza por chocar os ovos, e as f\u00eameas retardat\u00e1rias t\u00eam de botar os ovos apenas do lado do ninho. Os machos chegam a ficar oito semanas sem comer ou beber \u00e1gua \u00ad vivendo apenas de gordura corporal armazenada \u00ad para cuidar do ninho. Durante a choca o macho fica extremamente agressivo. Enquanto isso, as f\u00eameas v\u00e3o acasalar com outros parceiros, podendo formar at\u00e9 tr\u00eas ninhos diferentes em uma mesma temporada.<\/p>\n<p>Os ovos que n\u00e3o eclodem s\u00e3o colocados para fora do ninho ou s\u00e3o deixados para tr\u00e1s, servindo de alimento para predadores (lagartos, lobo-guar\u00e1, felinos e gavi\u00f5es) ou ser\u00e3o adotados por outro grupo de emas. Assim que os filhotes nascem, o cheiro liberado pelo que servir\u00e3o de alimento dos filhotes. Suas crias ficam aos cuidados dos pais at\u00e9 atingirem a idade adulta. A maturidade sexual chega em torno de um ano e meio de idade ou dois anos.<\/p>\n<p>Registros desta esp\u00e9cie onde a popula\u00e7\u00e3o humana \u00e9 mais densa s\u00e3o escassos. Quando algo as assusta as emas abaixam o pesco\u00e7o e se afastam de repente em um zigue-\u00adzague ligeiro abrindo as asas e inflando a plumagem.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o desses animais silvestres tem sido uma das alternativas inovadoras econ\u00f4mica-conservacionistas que mais crescem no Brasil e no mundo.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o pode ser do tipo <strong>1.intensivo, 2.semi-intensivo e 3.extensivo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.Sistema intensivo:<\/strong> os ovos s\u00e3o chocados em chocadeira e depois os filhotes s\u00e3o levados a piquetes onde ir\u00e3o receber alimenta\u00e7\u00e3o abundante at\u00e9 atingir a \u00e9poca do abate.<\/p>\n<p><strong>2.Sistema semi-\u00adintensivo:<\/strong> utiliza \u00e1reas naturais de campo ou cerrado onde pode ser criadas de 50 a 70 emas por hectare.<\/p>\n<p><strong>3. Sistema extensivo:<\/strong> pode ser feito o cons\u00f3rcio com bovinos, caprinas, capivaras e pacas recomendam-\u00adse 10 emas por hectare.<\/p>\n<p>Para deixar o ambiente de cria\u00e7\u00e3o mais parecido com o natural, afim de evitar estresse e mau condicionamento \u00e9 preciso algumas atividades que estimulem a busca, o conhecimento, a descoberta e o entretenimento do animal, isto pode ser feito atrav\u00e9s de certas medidas como:<\/p>\n<p>\u2022 \u00a0Espalhar alimentos no ch\u00e3o para encorajar os animais a forragearem no solo, ou colocar bandejas em um ponto alto\u037e<\/p>\n<p>\u2022 \u00a0Introduzir lagos e grandes caixas com areia solta, o que despertar\u00e1 nos animais, o comportamento natural de se limpar\u037e<\/p>\n<p>\u2022 \u00a0Pendurar galhos com folhas frescas no alto e latas amassadas, tampas de garrafas e bolas coloridas\u037e<\/p>\n<p>\u2022 \u00a0Os recintos devem ter espa\u00e7os grandes, com alguns troncos espalhados verticalmente pelo ch\u00e3o, possibilitando aos animais correr a toda velocidade, e afastar-se dos outros quando desejado\u037e<\/p>\n<p>Para iniciar uma cria\u00e7\u00e3o de emas \u00e9 preciso de muito planejamento e conhecimento sobre o mercado consumidor dos produtos e tamb\u00e9m sobre a esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><strong>Ana Cl\u00e1udia Alves, Caroliny Fernandes, Paloma Silva e Nathan Amorim<\/strong> \u00ad- Graduandos do curso de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Universidade Federal de Vi\u00e7osa \u00ad- Campus Rio Parana\u00edba.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rhea americana americana (Linnaeus, 1758), pertence \u00e0 classe das Aves, Reino Animalia, e \u00e9 tamb\u00e9m conhecida como \u201cema congo\u201d\u037e \u201cnhandu\u201d, \u201c\u00f1and\u00fa\u201c (que significa \u201ca corredora\u201d em guarani). 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