{"id":820,"date":"2018-07-01T12:53:39","date_gmt":"2018-07-01T15:53:39","guid":{"rendered":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=820"},"modified":"2018-10-31T08:12:30","modified_gmt":"2018-10-31T11:12:30","slug":"o-retorno-dos-mamutes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=820","title":{"rendered":"O Retorno Dos Mamutes"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 muito tempo na Sib\u00e9ria em uma \u00e9poca denominada Pleistoceno, cerca de 45 mil anos, o ambiente era muito rico. Embora a temperatura variasse entre 4\u00baC e -30\u00ba C, os c\u00e9us claros que produziam muitas horas de luz solar e chuva moderada possibilitava uma vegeta\u00e7\u00e3o abundante composta de gram\u00edneas, ervas e v\u00e1rios arbustos.<\/p>\n<p>Nesse local viviam alguns animais, como por exemplo os mamutes. Eles eram bem grandes, com cerca de 3,4 metros de altura, aproximadamente 6 toneladas e possu\u00edam uma camada grossa de pelos longos, o que os tornavam bem adaptados \u00e0quele clima frio. Por\u00e9m a hist\u00f3ria desses animais teve seu fim h\u00e1 mais ou menos 11 mil anos atr\u00e1s, quando houve a \u00faltima idade do gelo. Duas vers\u00f5es para a extin\u00e7\u00e3o dos mamutes s\u00e3o contadas. A primeira delas \u00e9 que os homens que conviviam com esses animais extinguiram grupos atrav\u00e9s da ca\u00e7a. J\u00e1 a segunda vers\u00e3o \u00e9 sobre a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, que fez com que a vegeta\u00e7\u00e3o existente na \u00e9poca mudasse, tornando dif\u00edcil a exist\u00eancia desses bichos.<\/p>\n<p>Podemos colocar essas duas explica\u00e7\u00f5es juntas. Com a mudan\u00e7a repentina do clima, o padr\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o mudou em todo o mundo, levando ao desaparecimento de v\u00e1rios mam\u00edferos que se alimentavam apenas de plantas e de tipos particulares desse grupo. O que antes era predominado por clima muito frio e vegeta\u00e7\u00e3o composta por gram\u00edneas, ervas e arbustos, deu lugar a um clima mais quente e \u00famido com florestas restritas a um \u00fanico tipo de vegeta\u00e7\u00e3o. Sendo assim, a maioria desses animais morreu devido \u00e0 falta de alimenta\u00e7\u00e3o adequada e outra parte foi morta pelos humanos, tendo ao fim do processo o desaparecimento do grupo.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 o fim! Ap\u00f3s milhares de anos alguns desses animais foram encontrados congelados e muito bem preservados contendo at\u00e9 pele e m\u00fasculos. Nessas condi\u00e7\u00f5es podemos encontrar o DNA dos mamutes que pode ser extra\u00eddo e utilizado para fazer a clonagem e trazer esses animais de volta \u00e0 vida.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/mamute2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-822 aligncenter\" src=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/mamute2-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/mamute2-300x169.jpg 300w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/mamute2-768x432.jpg 768w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/mamute2-600x338.jpg 600w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/mamute2.jpg 928w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mamute encontrado congelado. Fonte https:\/\/veja.abril.com.br\/galeria-fotos\/lyuba-a-mamute-de-40-mil-anos\/. Acesso em 12 dez. 2017.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Uma maneira de isso acontecer \u00e9 por meio da coloca\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>do DNA dos mamutes em uma c\u00e9lula reprodutiva de elefante atual de forma artificial e depois implantar em uma elefanta, onde ocorrer\u00e1 o desenvolvimento do animal. Por\u00e9m, existem alguns fatores que podem impedir que isso aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>Um empecilho est\u00e1 relacionado ao tamanho dos mamutes e dos elefantes. Isso porque uma elefanta n\u00e3o conseguiria sobreviver \u00e0 gesta\u00e7\u00e3o de um animal t\u00e3o grande. Al\u00e9m disso, em aspectos gerais esses dois animais possuem caracter\u00edsticas diferentes por n\u00e3o serem da mesma esp\u00e9cie e at\u00e9 mesmo por serem de tempos muito distintos.<\/p>\n<p>As pesquisas ainda continuam e a busca para trazer esses animais de volta \u00e0 vida n\u00e3o parou. Mas, mesmo que isso ocorra um dia, algumas perguntas ainda precisam ser respondidas.<\/p>\n<p>Onde habitariam? Qual seria seu alimento? Conseguiriam gerar descentes f\u00e9rteis? Qual seria sua rela\u00e7\u00e3o com outros animais e ambiente? E por fim, valeria a pena ressuscitar esses animais? Qual o impacto disso para a hist\u00f3ria da vida na Terra?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/mamute1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-821 aligncenter\" src=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/mamute1-300x125.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"125\" srcset=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/mamute1-300x125.jpg 300w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/mamute1.jpg 542w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Compara\u00e7\u00e3o de tamanho entre homem, mamute e elefante africano<strong>.\u00a0<\/strong>Fonte: https:\/\/tudolevaapericia.blogspot.com.br\/2012\/08\/gigantes-congelados.html?m=1. Acesso em 12 dez. 2017.<\/p>\n<p>S\u00e1vio Cunha Costa<sup>1<\/sup>, Lucas Souza Cortez<sup>1<\/sup>, Maria Clara Silva Borges<sup>1<\/sup>, La\u00eds Miyuki Iwano Oda<sup>1<\/sup>, Thiago da Silva Marinho<sup>1<\/sup>, Mari\u00e2ngela Torreglosa Ruiz Cintra<sup>1<\/sup>, Mari\u00e2ngela Tambellini<sup>1\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/sup><\/p>\n<p>\u00b9Departamento de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas do Instituto de Ci\u00eancias Exatas, Naturais e Educa\u00e7\u00e3o (ICENE) da Universidade Federal do Tri\u00e2ngulo Mineiro (UFTM), Uberaba (MG), Brasil. *Correspond\u00eancia para saviocunhacosta@gmail.com.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muito tempo na Sib\u00e9ria em uma \u00e9poca denominada Pleistoceno, cerca de 45 mil anos, o ambiente era muito rico. Embora a temperatura variasse entre 4\u00baC e -30\u00ba C, os c\u00e9us claros que produziam muitas horas de luz solar e chuva moderada possibilitava uma vegeta\u00e7\u00e3o abundante composta de gram\u00edneas, ervas e v\u00e1rios arbustos. Nesse local [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":945,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[469],"tags":[454,482,483,484],"class_list":["post-820","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume-8","tag-dna","tag-mamute","tag-pleistoceno","tag-siberia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/945"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=820"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/820\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":863,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/820\/revisions\/863"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}