{"id":940,"date":"2019-08-03T12:09:16","date_gmt":"2019-08-03T15:09:16","guid":{"rendered":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=940"},"modified":"2019-08-03T12:09:16","modified_gmt":"2019-08-03T15:09:16","slug":"como-estudamos-as-celulas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/?p=940","title":{"rendered":"Como estudamos as C\u00e9lulas?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voc\u00ea certamente j\u00e1 ouviu falar da c\u00e9lulas. Nos organismos vivos, s\u00e3o conhecidas como as suas unidades fundamentais, que formam todos eles. \u00c9 dentro das c\u00e9lulas que a maior parte das rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas do metabolismo dos organismos vivos acontece. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo das c\u00e9lulas pode ser feito de modo direto, pela observa\u00e7\u00e3o da c\u00e9lula onde ela se encontra, ou pelo estudo dos seus componentes ap\u00f3s isolamento e observa\u00e7\u00e3o em separado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um grande avan\u00e7o na observa\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas foi a inven\u00e7\u00e3o do microsc\u00f3pio. S\u00e3o creditadas a Antonie van Leeuwenhoek (1632 &#8211; 1723), com um simples microsc\u00f3pio de lente \u00fanica, as primeiras observa\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas em microsc\u00f3pio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda no s\u00e9culo XVII, Robert Hooke observou que a casca do carvalho era formada por espa\u00e7os vazios semelhantes a favos de uma colm\u00e9ia, aos quais chamou de pequenas caixas ou c\u00e9lulas, cunhando o termo que muito tempo depois foi utilizado para as unidades fundamentais dos organismos vivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"text-align:left\">O avan\u00e7o da tecnologia permite que hoje possamos realizar grandes aumentos e observar a estrutura das c\u00e9lulas cada vez mais de perto. Os principais microsc\u00f3pios atuais dividem-se de acordo com o processo utilizado para a observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O microsc\u00f3pio de luz, tamb\u00e9m conhecido como \u00f3ptico, utiliza um feixe de luz que atravessa o material a ser observado e amplia a imagem atrav\u00e9s de um sistema de lentes. Algumas varia\u00e7\u00f5es deste tipo de microsc\u00f3pio utilizam filtros de polariza\u00e7\u00e3o da luz ou para observa\u00e7\u00e3o de corantes fluorescentes excitados por luz ultravioleta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de permitir a observa\u00e7\u00e3o em bons detalhes, o aumento obtido pelos microsc\u00f3pios \u00f3pticos geralmente n\u00e3o passa das 1.000 vezes, embora a capacidade de definir detalhes seja mais importante que o aumento que as lentes proporcionam.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por sua vez, os microsc\u00f3pios eletr\u00f4nicos utilizam feixes de el\u00e9trons e outros aspectos f\u00edsicos para ampliar a imagem e esclarecer detalhes da estrutura celular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um importante passo para a visualiza\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas ao microsc\u00f3pio \u00e9 a prepara\u00e7\u00e3o do material. Cada tipo de microsc\u00f3pio exige prepara\u00e7\u00e3o especial. Em primeiro lugar, o objeto a ser estudado n\u00e3o pode ser muito denso, para permitir que a luz ou o feixe de el\u00e9trons transpasse as c\u00e9lulas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/volume-2-numero-3-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-942\" width=\"610\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/volume-2-numero-3-1.png 545w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/volume-2-numero-3-1-300x139.png 300w, https:\/\/folhabiologica.crp.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/volume-2-numero-3-1-500x232.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 610px) 100vw, 610px\" \/><figcaption>Figura: Fotomicrografia de c\u00e9lulas em met\u00e1fase ap\u00f3s tratamento utilizado para permitir o estudo dos cromossomos individualizados. O aumento \u00e9 de 1.000x. Em (a), microscopia de luz, usando microsc\u00f3pio \u00f3ptico comum. Em (b) microscopia com epifluoresc\u00eancia, com a localiza\u00e7\u00e3o de um DNA espec\u00edfico que estava sendo estudado. Foto: Laborat\u00f3rio de Gen\u00e9tica Ecol\u00f3gica e Evolutiva, Universidade Federal de Vi\u00e7osa, Campus de Rio Parana\u00edba. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos microsc\u00f3pios \u00f3pticos o objeto precisa ser colocado em uma l\u00e2mina de vidro, e precisa ser suficientemente fino para que o feixe de luz o transpasse. Isso \u00e9 conseguido atrav\u00e9s de pequenos cortes onde se pode utilizar o micr\u00f3tomo, um equipamento que realiza cortes extremamente finos, com micr\u00f4metros de espessura. Al\u00e9m dos finos cortes, em geral o material observado \u00e9 incolor.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, foram desenvolvidos diferentes corantes capazes de se agregar nas c\u00e9lulas e permitir a observa\u00e7\u00e3o dos seus detalhes.  Alguns corantes possuem maior afinidade com estruturas alcalinas, enquanto outros t\u00eam maior afinidade com estruturas \u00e1cidas, permitindo ainda a colora\u00e7\u00e3o diferencial da c\u00e9lula. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto possibilita, por exemplo, observar de uma s\u00f3 vez uma c\u00e9lula com a regi\u00e3o nuclear corada em azul e citoplasm\u00e1tica corada em vermelho. Al\u00e9m disso, t\u00e9cnicas citoqu\u00edmicas realizam rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas nas l\u00e2minas, identificando e localizando diferentes compostos na c\u00e9lula, como carboidratos, por exemplo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conjunto de t\u00e9cnicas para o estudo das c\u00e9lulas t\u00eam permitido cada vez mais compreendermos detalhes sobre como os organismos vivos s\u00e3o constitu\u00eddos.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atrav\u00e9s destas t\u00e9cnicas sabemos que podemos identificar dois principais tipos de c\u00e9lulas, a procari\u00f3tica e a eucari\u00f3tica, bem como os diferentes tipos de c\u00e9lulas eucari\u00f3ticas e sua organiza\u00e7\u00e3o para formar tecidos e \u00f3rg\u00e3os.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas isto \u00e9 assunto para uma pr\u00f3xima oportunidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rubens Pazza \u00e9 bi\u00f3logo, mestre em Biologia Celular e doutor em Gen\u00e9tica e Evolu\u00e7\u00e3o. Atualmente \u00e9 professor da Universidade Federal de Vi\u00e7osa, campus de Rio Parana\u00edba e atua na \u00e1rea de Gen\u00e9tica Ecol\u00f3gica e Evolutiva. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea certamente j\u00e1 ouviu falar da c\u00e9lulas. Nos organismos vivos, s\u00e3o conhecidas como as suas unidades fundamentais, que formam todos eles. \u00c9 dentro das c\u00e9lulas que a maior parte das rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas do metabolismo dos organismos vivos acontece. 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